segunda-feira, 30 de julho de 2012

Céu de mudança

Diria o pássaro ao céu, que não mude. E o céu diria ao pássaro, que a mudança é irremissível. Que os filhos morreriam aos seus pés e aos pés de seu canto. Que a água que nasce da terra, não mais chacinaria a sede dos homens. Que reinos surgiriam e evolariam pelo ar, sem sequer serem lembrados os nomes de seus reis. Que a maçã cairia antes que a verdade fosse dita. Que o fogo queimaria os corações dos sonhadores. Que o próprio pássaro queimaria no fogo da utopia. O céu diria ao pássaro, que o que nunca muda é o fim.
E o pássaro mudou-se para outro céu.