E a pedra olhou para o horizonte; fixou o seu olhar apenas, fitando atentamente a linha tênue que separa o ideal do ideal. Lá, viu seus sonhos pintados a óleo em uma tela, esperando-a, alegre, cheios de cores e inertes movimentos.
E ela espera ansiosamente o dia em que nascerá e irá de encontro à sua tela, para assinar-lhe e dar-lhe um fim merecido, e fugir do infinito solitário, vazio incolor e repleto de apatia.
Texto pleno de filosofia. Interessantíssima a imagem "linha tênue que separa o ideal do ideal", já que nesse campo do pensamento do autor não cabe o que lhe parece inferior: mas somente o sublime, o divino. O sonho da pedra é o sonho de todos nós, que almejamos a realização pessoal. E a nossa lapidação depende somente de nós mesmos, que temos mãos e espírito para isso. Parabéns, Miguel!
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