domingo, 16 de outubro de 2011

Boas estradas, bons rios.

Eis que, certa vez, via-me a andar pelas ruas. Andava atrasado e sozinho. Sabia pouco do mundo; o mundo de mim sabia pouquíssimo. Precisava de ajuda. Precisava de alguém que me ensinasse os caminhos certos, e o que fazer quando tomasse os errados por pura teimosia. Que me mostrasse as boas estradas para caminhar, os bons rios para nadar e as boas horas para descansar.
Eis que, certa vez, via-me a andar pelas ruas. Não estava sozinho, como antes. Atrasado sim, mas não sozinho. Sabia algo do mundo e este já havia notado minha presença. Agora eu conhecia os bons caminhos para escolher e sabia o que fazer quando tomava os errados como escolha por pura teimosia. Conhecia as boas estradas para caminhar e os bons rios para nadar. Tinha descoberto também as boas horas para descansar, mas vi que poderia perder algumas delas com esforço e dedicação. E assim, perdia o meu atraso.
Eis que, por agora, estou ainda procurando boas estradas, bons rios e boas horas. Aprendi mais sobre o mundo e, todo o resto que aprendi quando não estava sozinho, foi apenas o começo. Arrisco dizer que o mundo me notou muito antes do que imaginei. Arrisco até mesmo a dizer que foi o mesmo mundo que mandou-me alguém para ensinar-me. Alguém que no princípio tirou-me a solidão e até hoje ensina-me a tirar o atraso.
Feliz dia dos professores.
Irmão.

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