O dia amanheceu. Ela entrou pela porta, sustentando um bocejo. Olhou distraidamente pelo chão a procura do vestido molhado que usara no jantar da noite passada. Carregava uma bandeja com uma bacia de gelo e um pano limpo. Trajando um roupão branco, sentou-se suavemente ao lado dele na cama. Recostado no travesseiro, olhou-a com um olho e sorriu-lhe um sorriso matutino e doloroso. Ela sorriu-lhe de volta. Abriu o pano sobre a cama, colocou três cubos de gelo no centro e o fechou, transformando-o em uma pequena trouxinha gelada. Ele deu um pequeno gemido quando ela forçou o pano contra seu enorme galo na testa. Ela riu e pediu desculpas, quando teve seu olhar atraído pelo espaço deixado pela prateleira na parede sobre os travesseiros. Ela deu mais uma risada, passou a mão gentilmente sobre os cabelos do parceiro e agradeceu pela noite anterior. Estava saindo do quarto quando ouviu ele dizer alguma coisa sobre furadeira, parafusos e mais gelo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Último frenesi
Chuva. Eles entraram entrelaçados pela porta, com ela já tirando o vestido molhado que usara no jantar. Caíram na cama, balançando a prateleira mal colocada sobre o lado dos travesseiros. Ele a beijava o pescoço, enquanto a apertava contra o peito encharcado, com uma das mãos subindo pelas costas e a outra segurando-a forte pelo quadril. Ela lhe arranhava as costas e os ombros, tentando arrancar-lhe a camisa, e se via perdida nos beijos excitantes que ele lhe dava desde a boca até o peito. Mordidas, gemidos de prazer e uma explosão de sentidos ribombavam nas paredes do quarto e escapavam pela porta deixada aberta. Ela arqueava as costas, suspirando e transpirando sobre o corpo nu de seu parceiro. A intensidade dos movimentos aumentava à medida que a chuva caía. Ele agarrava as beiradas do estrado e ela segurava firmemente a prateleira sobre a cama. Jogava a cabeça para trás, gritando tão alto quanto os trovões que rasgavam o céu fora do quarto. Um último momento de frenesi. Um trovão.
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